Fórmula
do desempregado
Caso esteja, talvez ajude e aumente as suas chances de ser contratado(a) se você conhecer a Fórmula do Emprego.
A Fórmula tem seis ingredientes básicos que, caso faltem, vão dificultar bastante a vida de quem está a procura de uma vaga no mercado de trabalho. Segundo Marco Aurélio Thompson a Fórmula não foi simplesmente criada, de uma hora para outra. Ela foi muitas vezes testada desde 1996 quando nos tornamos consultor pelo Sebrae, Brasil.
Apesar de as relações de trabalho terem mudado bastante desde então, percebemos durante todos esses anos que a Fórmula continua a mesma e até hoje não descobrimos nada que a tornasse melhor.
Vamos a Fórmula:
EDUCAÇÃO FORMAL
A educação formal é o ingresso apenas para entrar na fila de entrega do currículo no processo de seleção. O Ensino Médio completo, na prática, serve mais para reduzir o número de candidatos do que tem relação com o cargo ou função. É também para evitar os analfabetos. A escolaridade mínima que qualquer pessoa com mais de 20 anos deveria ter é o Ensino Médio, desejável a graduação superior. Dá para omitir a graduação se a vaga interessar, mas for para candidatos com o Ensino Médio. Mas não dá para inventar uma graduação para concorrer as vagas que pedem curso superior.
PROFISSÃO (QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL)
Enquanto a educação formal nos coloca na fila, a profissão nos aproxima da vaga. O problema com a profissão é que muitas estão deixando de existir e outras estão surgindo, mas ainda não se estabeleceram como profissão. Compete a cada um verificar se a profissão que possui (ou que pretende possuir) é (ou ainda está) aceita pelo mercado de trabalho.
Em nossas consultorias sempre aparece alguém com uma profissão em decadência e ao ser confrontado com a dura realidade dos números, percebe que não se deu conta de que estava oferecendo ao mercado um serviço que o mercado não quer ou não precisa mais.
Telemarketing, que já foi um bom empregador genérico e oportunidade para o primeiro emprego, está em declínio desde que robôs passaram a interagir com as pessoas no telefone e nas redes sociais.
E a sua profissão? Ainda existe? Como você sabe? Conhece os números do setor?
EXPERIÊNCIA
Principalmente os jovens reclamam que a empresa não os aceita sem experiência. O que acontece é que o custo da mão de obra no Brasil é muito alto, O empresário na verdade contrata paga por dois empregados e só pode contar com um. Se esse um ainda precisa aprender até ajudar a dar lucro na empresa, é um custo extra que sempre será considerado. Em Angola a realidade neste caso diferencia-se de certa forma ao Brasil.
A boa notícia é que experiência não depende necessariamente de um emprego remunerado. É possível obter experiência em trabalho voluntário e estágios: remunerados e não remunerados. Eles também contam como experiência.
DISPONIBILIDADE
De nada adianta a formação acadêmica compatível com a vaga e a formação profissional se a pessoa não está disponível para o exercício do cargo. Podemos tomar como exemplo o jovem que estuda e não consegue conciliar os horários. Ou o adventista que não trabalha aos sábados. Ou a mulher que não tem com quem deixar os filhos.
Quem quer ou precisa trabalhar precisa ter disponibilidade e muita gente só se dá conta disso quando já está no meio do processo seletivo. Perde tempo, dinheiro das locomoções e acaba frustrado(a).
OFERTA (VAGA)
Vamos supor que a pessoa tenha a escolaridade adequada, a profissão, a experiência, mas se não houver vaga, de nada adiantou chegar até aqui. Angola é majoritariamente um país rural. A esmagadora maioria das nossas cidades são cidades pequenas com poucas opções de emprego e renda. Encontrar vagas acaba se tornando uma operação que vai exigir do candidato uma grande capacidade de mobilização e estratégia.
Quantas vezes você não procurou emprego e não encontrou vagas? Às vezes uma pequena mudança de estratégia muda isso completamente: procurar vagas em vez de emprego.
A oferta (a vaga) também precisa ser adequada ao perfil do candidato. Se a profissão é predominantemente ocupada por pessoas mais jovens, alguém com 40, 50 ou mais anos deveria pensar nas vagas que aceitam essa faixa etária. Não dá para obrigar a empresa aceitar o que ela não quer. A vaga tem que ser condizente com o perfil do candidato. Procurar vaga a contar com o nosso perfil pode até funcionar, mas na maioria das vezes é perda de tempo e frustração na certa.
Também é possível descobrir se o candidato é despreparado, quando perguntamos:
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Qual vaga de emprego você está procurando?
ATITUDE
A atitude é a outra grande força do candidato que fecha a Fórmula do Emprego. Muitas vezes o candidato tem tudo o que falamos anteriormente, educação formal, profissão, disponibilidades, existe a oferta (a vaga), mas a atitude coloca tudo a perder.
Como exemplo de atitudes podemos citar as pessoas que querem emprego mas não saem para procurar. Passam os dias aguardando que alguém lhes traga um emprego novinho em folha. Você identifica essas pessoas quando faz perguntas do tipo:
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Qual foi a última vez que você procurou emprego?
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Como você faz para procurar emprego?
A aparente simplicidade da Fórmula do Emprego esconde anos e anos de testes e observações, análises de currículos, consultorias pessoais (o popular coaching), até levantarmos os principais fatores que impedem ou dificultam alguém de conseguir um emprego.
Reflita sobre cada um dos pontos da Fórmula e tente descobrir qual ou quais se tornaram obstáculos para você. Pense também em como contornar esses obstáculos. Talvez o momento não seja de procurar emprego, mas de se tornar empregável.
Sucesso e até um próximo artigo!
por:
Marco Aurélio Thompson

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